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Page 1 of 2  Durante o conflito da Abcásia em 1992-93 e 1998, foram assassinados entre 10 000-35 000 civis, principalmente de etnia georgiana durante a campanha deliberada de limpeza étnica e genocídio, perpetrada pelo regime separatista e apoiado por terroristas internacionais. Durante a guerra em 1992-93 e 1998, as pessoas de etnia georgiana foram vítimas de assassínio em massa, tortura, violação, bem como de limpeza étnica táctica e calculada. Os perpetradores que organizaram a campanha de limpeza étnica eram membros de organizações terroristas internacionais, entre eles, Shamil Basaev, Salman Raduyev, Sultan Sosnaliev, Iysuph Soslanbekov, Harat Kazbek, Boris Akhuminichev, Musa Shanibov e muitos outros. Em consequência da limpeza étnica, mais de 350 000 georgianos (maioria da população de Abcásia) foram expulsos dos seus lares.
A Human Rights Watch e o Departamento de Estado norte-americano emitiram a seguinte declaração:
"As forças separatistas da Abcásia perpetraram atrocidades generalizadas contra a população civil georgiana, matando muitas mulheres, crianças e idosos, mantendo-os como reféns e torturando outros...
mataram também muitos georgianos que se mantiveram no território controlado pela Abcásia...
Os separatistas lançaram um clima de terror contra a maioria da população georgiana, embora outras nacionalidades também tenham sofrido. Os chechenos e norte-caucasianos da Federação Russa aliaram-se frequentemente às tropas locais da Abcásia na perpetração das atrocidades... Os que fugiram de Abcásia apresentaram relatos credíveis dessas atrocidades, incluindo o assassinato de civis independentemente da idade ou do sexo. Os corpos recuperados do território controlado da Abcásia apresentavam sinais de torturas extensivas." Human Rights Watch de Helsínquia e Departamento de Estado, Relatórios Nacionais sobre Práticas de Direitos Humanos 1993, Fevereiro de 1994. Em 30 de Setembro de 1993 as tropas georgianas retiraram-se passando o rio Inguri, deixando a Abcásia para trás, uma das províncias mais ricas da Geórgia.
Simultaneamente, com a evacuação das tropas georgianas, 80% da sua população civil (cuja maioria era georgianos mas incluindo também gregos, arménios e outros) foi forçada a abandonar a região. Devido a esta "guerra desconhecida", a situação da agitada região caucasiana deteriorou-se ainda mais.
Outra consequência desta guerra brutal foi a criação da designada República da Abcásia, um enclave isolado controlado pelo regime separatista violento e agressivo, não reconhecido por nenhuma organização internacional ou país do mundo.
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